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O Que É e o Que Não É a Bruxaria

-O Que É e o Que Não É a Bruxaria

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Com os modismos atuais, é preciso prestar atenção e saber exatamente em que tradição cada pessoa se encaixa em sua busca espiritual, sabendo que nem tudo o que parece bruxaria é bruxaria.

Por Wicca Cia. das Bruxas saiba mais sobre o nosso TREINAMENTO WICCA

Vivemos num momento histórico muito importante com o renascimento de uma antiga religião, uma antiga tradição, com uma gama de valores imortais e um ancestral estilo de vida.

Culturas se erguem, atingem seu ápice e declinam – algumas vezes sem deixar um legado – porque se desligaram de seu propósito original. As idéias e modos de um grupo crescem, vingam e prosperam enquanto cumprem um propósito maior dentro do contexto evolutivo humano, e declinam quando perdem esse significado.

O conhecimento da História nos ajuda a compreender as culturas que negligenciam seus mais elevados valores; os valores espirituais declinam e seu legado vai se diluindo no tempo. Por outro lado, as culturas que, de forma autêntica, os seguiam, permaneceram; mesmo sendo perseguidas e quase dizimadas, renasceram das cinzas.

Isso está acontecendo hoje com os valores de algumas tradições primordiais, como as tradições ancestrais européias e indígenas, que renascem não sem uma razão.

O Cristianismo se impôs por um tempo para cumprir seu propósito de uma maior universalização, mas a cultura patriarcal que o adotou, aproveitou-se de seus ensinamentos sagrados para domínio, extermínio, guerras e perseguições, chegando a um colapso, à degradação da Natureza e do homem e a guerras que já nem precisam de pretexto melhor do que a mera demonstração de força.

A cultura que adveio com o Cristianismo, está com seu prazo de validade expirado desde a virada do século, apresentando sinais críticos de esgotamento, incluindo tentativas de revitalização.

Seu propósito se cumpriu e as culturas por ele dizimadas renascem, como uma nova oportunidade para que vivenciemos a essência da religiosidade, do contato com o divino presente em tudo, incluindo as forças da natureza.

Em primeiro lugar, é importante salientar que só estão renascendo as tradições que tiveram fortes valores espirituais e que respeitam as particularidades.

O principal erro das culturas patriarcais foi o desrespeito ao indivíduo e à diversidade. Não pode haver uma única opção porque não somos todos iguais e não devemos ter os mesmos bálsamos espirituais para os nossos anseios e nossas feridas.

Cada continente, cada região do planeta, teve suas culturas primordiais em que a vida material, espiritual e a natureza eram uma coisa só. Culturas que nem separavam os assuntos religiosos dos políticos e dos científicos; todos se permeavam, pois é assim na vida. A mente masculina (lado esquerdo cérebro) prefere etiquetar, rotular, dividir para estudar as partes e, depois, não sabe como reintegrá-las no todo. E assim se desenvolveram as religiões, a medicina e a política de hoje.

E, neste contexto caótico que restou, a própria natureza cíclica das coisas está trazendo de volta valores e tradições como a bruxaria, mas não só ela, pois urge o retorno do império de antigos e venerados valores como: o respeito à natureza e seus ciclos; a sintonia da Terra com o seu propósito no Universo; o respeito ao ser humano e aos ancestrais; um estilo de vida mais natural, menos hipócrita e utilizando os aspectos mais mágicos da condição humana.

A bruxaria renasce como uma religião ancestral dos povos europeus e indo-europeus, assim como renascem as raízes xamânicas dos povos indígenas, as tradições orientais e a magia dos povos africanos, todas tendo de receber igual respeito e reverência porque representam a essência da sabedoria milenar de seus povos, resistindo às pressões concretas morais e religiosas de outras culturas mais novas, e mantendo-se inalteradas, apesar de tudo. É importante que assim permaneçam, pois existe um propósito maior a ser cumprido.

Porém, pior do que a perseguição é a distorção que sofre hoje a bruxaria, recém-saída do baú. Rapidamente virou moda, e nela tudo foi incluído: todos “viraram bruxos” e fizeram da bruxaria o que quiseram, o que é um grave erro, com graves conseqüências.

Então o que é e o que não é bruxaria?

A bruxaria, Wicca, Stregueria, são tradições européias; o candomblé, tradição africana; Reiki e Feng-shui são técnicas vindas de tradições orientais; o xamanismo é indígena; e assim por diante, cada um com seus sistemas e com um respaldo no plano espiritual.

Na bruxaria, não se sacrificam animais, não se incorporam espíritos, não se usam ervas alucinógenas, não se fazem promessas de soluções imediatas. Ela respeita os ciclos naturais, desenvolve o potencial máximo humano, incluindo os seus aspectos mágicos; mas esta não é uma finalidade em si. Ela cultua uma reverência aos ancestrais e aos seres de igual sabedoria nos reinos animal, vegetal e mineral.

Então, não se pode dizer que um estudante de Cabala, de Reiki, de Feng shui, iniciado em candomblé e que incorpora espíritos, seja um bruxo. São tradições diferentes, com seus valores e, inclusive, merecem o respeito de não serem tratadas como mero conjunto informativo, sem suas raízes e fundamentos, com o respeito aos povos de suas origens.

Uma religião há de ser o caminho certo para cada um trilhar sua evolução. Assim, se você vai ao Rio de Janeiro, não irá primeiro ao Japão, à Índia, a Londres, à Austrália, aos Estados Unidos, etc.., pois tem grandes chances de se perder e esquecer-se, no meio do caminho, para onde ia; de se dispersar ou de perder o propósito da sua ida.

Existe não só espaço, mas a necessidade de que estas tradições existam e se mantenham na sua essência para que os que a elas pertençam, reconheçam-nas em seu chamado de alma, pois representam nações, o que de melhor um povo deixou como legado.

A mistura religiosa é uma banalização e causa o que chamamos na linguagem esotérica de “choque de egrégoras”, pois toda filosofia e religião têm sua contrapartida no plano espiritual, seus Guardiões, Seres Grandiosos reverenciados ao seu modo ao longo de eras, e que não aceitam este desrespeito.

A busca religiosa deveria ser a resposta de um anseio da alma, e não moda ou interesse intelectual, como se, pegando um pouco de cada, tivéssemos uma bagagem maior e/ou mais poderosa para resolver nossos problemas; é importante a diversidade, mas cada um há de se encontrar só numa.

Essas misturas distorcem uma tradição e abrem portas para que não se tenha uma referência forte em suas raízes européias, nem o acesso aos ancestrais por detrás delas e seu poder e proteção. Cria-se uma religião capenga, como se fosse outra, nova, sem raízes, com ranços e vícios, maquiando de forma caricata algo que nasceu de forma espontânea e natural.

A bruxaria é uma religião européia com datas de celebrações reverenciadas por milênios, que resistiram inclusive às perseguições e cristianização. A adaptação dessas datas às estações do hemisfério sul também conflita com sua essência européia, pois as divindades cultuadas são européias. Se vamos modificar essas datas, então devemos adotar as tradições indígenas ou africanas, e não as da bruxaria.

A fidelidade às raízes e à essência é o modo de continuarmos a representar nosso grupo de alma, que tem representantes em outras partes do universo e que vibram em consonância.

A permissão para que voltássemos foi dada porque era preciso: trata-se de uma missão a cumprir, de reparar erros do passado. E, em conjunto, cada tradição com seu grupo, assumimos a responsabilidade de realizar a missão da Terra no contexto cósmico, como cidadãos cósmicos que somos. Cada grupo possui uma chave que sintetiza sua essência. Uma não é melhor ou mais necessária que a outra, e cabe a nós nos reconhecer numa dessas essências para estarmos no lugar certo, na hora certa, com nossa bagagem, para darmos origem à síntese da Terra.

Wicca Cia das Bruxas mantém um coven, ministra cursos para bruxos e leigos, atendimentos em bruxaria e rituais de Cura da Terra.

Maiores informações (11) 30342051

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